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Querido Dragãozinho Azul

11 nov

A tragédia bateu à porta de Paulo Sousa Costa, conhecido produtor de espectáculos e namorado de Carla Matadinho. O seu filho Paulo, de 7 anos, mais conhecido entre os amigos pelo nome de Paulinho, faleceu subitamente, vítima de uma leucemia rara. Uma semana depois, no passado dia 28 de Setembro, dia em que o seu filho faria anos, este pai destroçado, escreveu uma carta ao seu filho.

A seguir, leia a carta na íntegra:

“A opção desistir de mim… e de ti!

Querido Dragãozinho Azul (mais à frente vais perceber porque te estou a chamar assim…), sim, estou a chorar a tua partida, mas repara que tenho feito tudo para enfrentar a maior perda da minha vida, com a força e a coragem que sempre te tentei passar! Sei que estarás muito orgulhoso dos teus papás pela forma como têm lutado, desde o primeiro segundo em que entraste no hospital…

Tudo o que fizemos até aqui foi decidido e feito em conjunto, pelo amor que temos por ti. A tua mamã e eu chorámos abraçados a tua notícia, entrámos de mãos dadas no crematório e foi agarradinhos um ao outro que te deixámos no mar. Ao som da tua música preferida “No One” da Alicia Keys, juntos tocámos nas tuas cinzas e nos despedimos de ti.

Gostava muito de te poder dizer que a dor tem sido amenizada com o passar dos dias, gostava de poder dizer que tenho tido mais força com o passar do tempo… mas estaria a mentir. E entre nós nunca houve mentiras, a nossa linda cumplicidade não permitia isso!

Vivo um segundo de cada vez sem saber como vou estar no segundo a seguir. A minha vida deixou de ter dias, passei a ter apenas um aglomerado de segundos sem nunca saber o que irá acontecer no segundo seguinte… Luto para manter a vontade de viver, na certeza que já não tenho prazer em viver!

Tenho-me lembrado muitas vezes da frase que tantas vezes te disse nas tuas corridas de karts “Desistir não é uma opção!”. Quantas vezes te disse isso ao longo da vida, fosse a montar um lego, fosse a fazer os trabalhos de casa, fosse a trepar uma árvore mais alta? Nunca te deixei desistir, porque nunca fora uma opção de quem quer ser homem com H, como tu sempre quiseste ser!

Naquela cama do hospital, durante mais de 14 horas, pedi-te ao ouvido, milhares de vezes, para não desistires!!! Mas tu não conseguiste resistir.

Não querido, não estou por isso desiludido, porque sei que não desististe. Apenas estou revoltado porque não te foi dada hipótese para lutares mais!

Agora passo os dias a lutar também para não desistir e digo vezes sem conta “Desistir não é uma opção! Desistir não é uma opção!”. Adorava conseguir acreditar nisto com a mesma intensidade de quando te o dizia…

Acho que a única forma que para já encontrei para não desistir foi tentar ultrapassar uma barreira por dia. Todos os dias tenho uma meta a cumprir. Hoje já consigo entrar no teu quartinho. Hoje já consigo olhar para as tuas fotos. Já tive forças para tirar a tua cadeirinha do carro…

A barreira que decidi ultrapassar no dia de hoje é ter tido a coragem de te escrever esta carta, no dia em que farias 7 anos!

Mas faltam-me muitas outras barreiras para as quais vou precisar da força que só tu tinhas o poder de me dar. Sei que sempre fui uma pessoa forte nas maiores adversidades, mas, querido, todo o homem tem o seu tendão de Aquiles. E eu, apesar de desde o primeiro momento em que tudo isto aconteceu andar a fazer de Super Homem, sinto, a cada dia que passa, que a tua ausência é a kriptonite que me retirou os meus “super poderes”!

Tenho a consciência que tenho sido um felizardo em termos de apoio. Não há um dia que não tenha dezenas de chamadas, mensagens e mesmo abordagens na rua de pessoas amigas ou desconhecidas que nos querem bem. Desde o primeiro dia recebemos centenas e centenas de mensagens!

Até o nosso Presidente Pinto da Costa nos enviou uma carta a dar-nos força, onde te chamou “Dragãozinho Paulo” (agora já percebeste porque comecei esta carta a chamar-te Dragãozinho Azul…). Já falámos por telefone e disse-lhe que foste cremado com o teu boneco com que dormias sempre, com o teu livro de histórias preferido e… com um cachecol do F. C. Porto!

A Carla, a nossa Carlinha não me tem largado um segundo! Nem a dormir me larga a mão. Gostava de lhe retribuir a força que me tem passado com pequenos gestos de carinho, mas neste momento apenas sinto um vazio dentro de mim e não consigo ser quem sempre fui. Resta-me a certeza de saber que ultrapassar esta fase sem ela seria, muito provavelmente, impossível! Espero que todos os homens que passem por isto tenham ao seu lado uma mulher como a Carla!

Tenho lido todas as centenas e centenas de mensagens que recebi, nelas tenho conseguido encontrar a energia para o segundo seguinte. É impressionante a quantidade de pais que já viveram este pesadelo. Andes por onde andares, sempre que encontrares uma criança, dá-lhe um beijinho e diz-lhes a todos que têm uns papás muito corajosos cá em baixo!

Todas as pessoas me têm dito, sem excepção, que foste para o Céu. Quero acreditar nisso mas o meu amor de pai ainda não me permite pensar/aceitar para onde foste, apenas consigo pensar/chorar onde não estás… ao meu lado! Todos me dizem que agora temos um anjinho no Céu a olhar por nós, mas eu preferia mil vezes o meu diabinho de caracóis na terra!

Recebi ainda mensagens a dizer que tenho sido uma inspiração para os pais deste país… fico lisonjeado, mas na verdade apenas quis ser uma inspiração para ti meu filho, em vida! Espero continuar a sê-lo! Sei que fui um privilegiado por ter tido o prazer de ter-te como filho. Espero que leves contigo a alegria de me teres tido como papá!

Paulinho, meu amor, não sei quando nem onde nos vamos voltar a encontrar, mas prometo que vou tentar continuar a colar os meus segundos, como se fossem os teus. Quero e vou continuar a sofrer-te para sempre, até porque, no dia que deixasse de o fazer estaria a esquecer-me de ti e isso é impossível! Mas espero que um dia possa voltar a encontrar a alegria de viver, que sempre nos caracterizou aos dois. No dia em que partiste não levaste apenas o teu sorriso… levaste o meu também!

Mas sinto que se desistir de mim, estarei a desistir de ti… E como sempre te disse, “Desistir não é uma opção!”.

Amo-te MUITO!
Papá

Ps. Não fiques triste por não estares cá no dia de hoje. Vamos fazer na mesma um jantar de aniversário com todos os nossos amigos e, claro, com a tua mamã. Hoje e sempre vamos estar a pensar em ti!”

Eu encontrei…!!

25 set

Encontre…

um homem que te chame de linda em vez de gostosa.
Que te ligue de volta quando você desligar na cara dele.
Que deite embaixo das estrelas e escute as batidas do seu coração, ou que permaneça acordado só para observar você dormindo.
Espere pelo homem que te beije na testa.
Que queira te mostrar para todo mundo mesmo quando você esta suando.
Um homem que segure sua mão na frente dos amigos dele.
Que te ache a mulher mais bonita do mundo mesmo quando você esta sem nenhuma maquiagem e que insista em te segurar pela cintura.
Aquele que te lembra constantemente o quanto ele se preocupa com você e o quão sortudo ele é por estar ao seu lado.
Espere por aquele que esperara por você… Aquele que vire para os amigos e diga: É ELA.

Fernando Sabino

3 set

Boa Tarde!!

Uhuuul agora vou começar a ter vontade de ir para a facul.
O inter está andando mais do que nunca.
Já escolhemos o nosso autor e a obra e já fizemos um blog =DD

http://oenviadodedeus.wordpress.com/

vou postar aqui a obra que nós escolhemos.

beijos

O Enviado de Deus – Fernando Sabino

Fazia um dia lindo. O ar ao longo da praia era desses de lavar a alma. O meu fusca deslizava dócil e macio no asfalto, eu ia para a cidade feliz da vida. Tomara o meu banho, fizera a barba e, metido além do mais num terno novo, saíra para enfrentar com otimismo a única perspectiva sombria naquela manhã de cristal: a da hora marcada no dentista.
Mais eis que o sinal se fecha na Avenida Princesa Isabel e um rapazinho humilde se aproxima de meu carro, pedindo com voz tímida:
– Moço, o senhor podia me dar uma carona até a cidade?
O que mais me impressionou foi a espontaneidade com que respondi tranqüilamente:
– Eu não vou até a cidade, meu filho.
Havia no meu tom algo de paternal e compassivo, mas que suficiência na minha voz! Que segurança no meu destino! Mal tive tempo de olhar o rapazinho e o sinal se abria, o carro arrancava em meio aos outros, a caminho da cidade.
Logo uma voz que não era a minha saltou dentro de mim:
– Por que você mentiu?
Tentei vagamente justificar-me, alegando ser imprudente, tantos casos de assalto …
– Assalto? A esta hora? Neste lugar? Com aquele jeito humilde? Ora, não seja ridículo.
Protestei contra a voz, mandando que se calasse: eu não admitia impertinência. E nem bem entrara no túnel, já concluía que fizera muito bem, por que diabo ele não podia tomar um ônibus? Que fosse pedir a outro, certamente seria atendido. Mas a voz insistia: eu bem vira pelo espelho retrovisor que alguém mais, atrás de mim, também se recusara, despachando-o com um gesto de enfado. Nem ao menos tinha dado uma desculpa qualquer como eu fizera. Não contaria com ninguém, o pobre diabo. Como os mais afortunados podem ser assim insensíveis! Era óbvio que ele não dispunha de dinheiro para o ônibus e ficaria ali o dia todo.
E eu no meu carro, de corpo e alma lavada todo catita no meu terninho novo. Comecei a aborrecer o terno novo, já me parecia mesmo ligeiramente apertado. Dentro do túnel a voz agora ganhava o eco da própria voz de Deus!
– Não custava nada levá-lo.
Não, Deus não podia ser tão chato: que importância tinha conceder ou negar uma simples carona? Pois então eu ficasse sabendo que aquele simplesmente era o teste, o Grande Teste da minha existência de homem. Se eu pensava que Deus fosse me esperar numa esquina da vida para me oferecer solenemente numa bandeja a minha oportunidade de Salvação, eu estava muitíssimo enganado: ali é que Ele decidia o meu destino. Pusera aquele sujeitinho no meu caminho para submeter-me à prova definitiva. Era um enviado Seu, e a humildade do pedido fora apenas para disfarçar – Deus é muito disfarçado. Agora o terno novo me apertava, a gravata me estrangulava, e eu seguia diretamente para as profundezas do inferno, deixando lá atrás o último Mensageiro, como um anjo abandonado. Ao meu lado, no carro, só havia lugar para o demônio. .
– Não tem dúvida: aquele cara me estragou o dia – resmunguei, aborrecido, acelerando mais o carro a caminho da cidade.
Quando dei por mim, já no Botafogo, entrava no primeiro retorno à esquerda, sem saber por que, de volta em direção ao túnel. Imediatamente me revoltei contra aquela tolice, que apenas me faria perder o dentista – o que, aliás, não seria mau. Mas era tarde, e o fluxo do tráfego agora me obrigaria a refazer todo o percurso.
Como explicar-lhe, além do mais, sem perda de dignidade, que havia mentido e voltara para buscá-lo? Certamente ele nem estaria mais lá.
Estava. Foi só fazer a volta na praia, e pude vê-lo no mesmo lugar, ainda postulando condução. Detive o carro a seu lado. Gaguejei uma desculpa qualquer, justificando meu regresso, que ele mal escutou. Aceitou logo a carona que eu lhe oferecia, sentou-se a meu lado como se fosse a coisa mais natural do mundo eu ter voltado para buscá-lo.
Era mesmo um rapazinho que pedia condução porque não tinha dinheiro para o ônibus. Desempregado, ia para a cidade por não saber mais para onde ir – o que já é outra história. Só não me pareceu que fosse um enviado de Deus: não perdi o dentista e, ainda por cima, Deus houve por bem distinguir-me com um nervo exposto.

10 coisas que eu odeio em você

19 ago

Aaaah quem não lembra desse filme. Toda menina que ja teve 15 anos um dia já assistiu.

asuashuashusahusauashas

Vou colocar aqui aquele poeminha bobo que a menina faz!!

beijos.

10 coisas que eu odeio em você

1- Odeio ver você chegar e iluminar o meu dia
2- Odeio seu abraço me envolvendo em noites frias
3- Odeio a sua voz sussurrando palavras doces em meu ouvido
4- Odeio olhar seu olhar e ver em você só um amigo
5- Odeio a saudade que sinto quando você vai embora
6- Odeio sentir seu perfume em qualquer lugar que eu vá a toda hora
7- Odeio beijar outras bocas com o pensamento em você
8- Odeio pensar em você o dia inteiro, dormir e sonhar com você
9- Odeio ver seu rosto na multidão e saber que era apenas um rosto desconhecido, uma farsa
10- E odeio mais ainda não conseguir te odiar por mais que eu tente ou por menos que você faça

O naufrago

19 ago

O naufrago

Um dia, um certo pescador saiu para o mar atrás de peixes, só que não estava conseguindo pescar então cada vez ia mais longe, quando se deu conta que estava muito longe, ele resolveu voltar, só que uma forte tempestade veio e destruiu o seu barco. Quando a tempestade foi embora o humilde pescador disse:
– Obrigado Deus, por estar vivo!
Então de repente os destroços do barco começam a subir, então o pescador diz:
– Deus, obrigada por essas madeiras!
Ele sobe em uma delas e começa a remar com as mãos por vários dias, até que ele chega a uma ilha deserta e diz:
– Meu Deus, obrigada por esta ilha!
O mar pouco a pouco levou os destroços do barco e o pescador com o pouco de madeira que conseguiu fez uma cabana e olhou para o céu e agradeceu:
– Obrigada meu Deus por esta cabana!
E com apenas dois gravetos de madeira ele consegue com dificuldade um pequeno fogo e agradece a Deus novamente.
A viver daquele jeito, o humilde pescador sai para caçar o seu almoço e quando volta, vê sua cabana em chamas, o pescador ajoelha e começa a chorar. De repente ele avista bem longe um barco e quando o barco se aproxima dois gentis senhores dizem:
– Viemos te salvar!
O pescador sem entender resolve perguntar:
– Mas como vocês me acharam:
E os senhores respondem:
– Vimos o fogo que você fez na ilha!!

Oi Jesus sou o Zé

19 ago

Oi Jesus sou o Zé

Cada dia ao meio dia um pobre velho entrava na igreja e poucos minutos depois saia.
Um dia um sacristão lhe perguntou o que fazia (pois havia objetos de valor na igreja)
– Venho rezar, respondeu o velho.
– Mas é estranho, disse o sacristão, que você consiga rezar tão depressa.
-Bem retrucou o velho. Eu não sei rezar aquelas orações compridas, mas todo dia ao meio dia eu entro na igreja e falo: “Oi Jesus eu sou o Zé e vim te ver”. Num minuto já estou de saída, é só uma oraçãozinha, mas tenho certeza que ele me houve.
Alguns dias depois o Zé sofreu um acidente e foi internado na enfermaria e passou a exercer uma influência sobre os outros doentes.
Os mais tristes tornaram-se os mais alegres e muitas risada passaram a ser ouvidas.
– Zé, disse-lhe um dia a irmã, os outros doentes dizem que você esta sempre tão alegre…
– É verdade irmã. Estou sempre alegre! È por causa daquela visita que recebo todos os dias me deixa feliz.
A irmã ficou atônita. Já tinha notado que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia. O Zé era solitário, sem ninguém.
– Que visita? A que horas? – perguntou a irmã.
– Todos os dias ao meio dia ele vem, fica ao pé da cama e quando olho para ele, ele sorri e me diz:
– “Oi Zé, eu sou Jesus e vim te ver”