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Problemas com a copa de 2014

13 jul

A Copa de 2014 foi lançada oficialmente dia 08/07/2010, em um evento midiático que reuniu autoridades e ex-craques da bola em Johanesburgo. Mas passados dois anos e oito meses da escolha do Brasil como país-sede do Mundial, a maioria dos estádios, os principais palcos do evento, continua no papel.

Obras, de fato, apenas em três das 12 cidades-sede. Cuiabá e Manaus começaram a demolição dos antigos estádios. As intervenções no Mineirão, em Belo Horizonte, tiveram início em janeiro.
A situação de São Paulo foi a que mais se deteriorou desde 31 de maio – terceiro prazo da Fifa para o início das obras. A capital paulista teve o Morumbi vetado pelo Comitê Organizador Local (COL) e ainda não definiu outro estádio.
Curitiba enfrenta impasse semelhante. A capital paranaense também pretende usar um estádio privado, mas autoridades locais e dirigentes do Atlético-PR não se entendem quanto ao modelo de financiamento das obras. Em Porto Alegre, o Internacional adia as principais intervenções no Beira-Rio.
Das sedes com estádios públicos, Natal e Fortaleza são as retardatárias. Em férias, os deputados do Rio Grande do Norte não votaram Projeto de Lei que permite o lançamento do edital. Por sua vez, o governo cearense enfrenta denúncias de fraude e corrupção no processo licitatório do estádio Castelão.
Salvador foi a cidade que saiu na frente na definição da empresa que reconstruirá a Fonte Nova. Mas desde então vem sofrendo reveses na Justiça que questionam a condução do processo licitatório. O governo toca obras secundárias, mas o Ministério Público impediu os repasses do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Depois de seguidos atrasos, Rio de Janeiro e Brasília conseguiram lançar seus editais. A capital definiu semana passada a empresa que construirá o Estádio Nacional. Os cariocas, que receberão a final, prometem divulgar na quinta-feira (15) as propostas financeiras para a reforma do Maracanã, o estádio mais caro da Copa.

Belo Horizonte

Em janeiro, o estádio Mineirão, de Belo Horizonte, começou as obras de reforço estrutural e correção de patologias necessárias para que o equipamento sedie jogos da Copa em 2014. A segunda fase desta reforma está iniciando agora, com a demolição dos anéis inferiores e o rebaixamento do gramado. Até agosto, as empresas interessadas em participar do projeto por Parceria Público-Privada deverão mandar a documentação exigida, para que tenha prosseguimento a terceira e última etapa das obras que permitirão sua reabertura no final de 2012.

Brasília

A licitação do Estádio Nacional de Brasília ficou quatro meses suspensa pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal, por suspeita de superfaturamento e falta de garantia para as reformas. Em maio foi liberada e, na semana passada, o consórcio Andrade Gutierrez e Via Engenharia foi escolhido para executar a reforma. Concorrente à abertura, o estádio é o segundo mais caro da Copa, com orçamento de R$ 696 milhões.

Cuiabá

Vinte máquinas pesadas trabalham no canteiro de obras do local onde será erguida a Arena Multiuso do Verdão. O lugar onde antes ficava o estádio Governador José Fragelli agora é um imenso canteiro de obras com muita poeira e barulho. A Agência Executora das Obras da Copa do Mundo do Pantanal (Agecopa) afirma que as obras estão dentro do cronograma previsto. Depois da primeira fase de trabalhos, o canteiro de obras agora passa para a etapa da fundações. A previsão é que em até 30 dias serão instaladas as estaca-raíz, estruturas de concreto que servirão de base para a nova construção.

Curitiba

Um acordo para viabilizar as obras de ampliação e reforma da Arena da Baixada está prestes a ser fechado. Para tanto, foi necessária a aceitação do Clube Atlético Paranaense de acatar soluções como o “naming rights” (venda dos direitos de nome do estádio a uma empresa, provavelmente a estatal Copel) e o bônus de potencial construtivo emitidos pela prefeitura.


Fortaleza

Mesmo após o TCE do Ceará ter liberado a licitação para as obras do estádio Castelão, diversas denúncias de irregularidades vieram à tona, e a concorrência está suspensa, graças à medida cautelar impetrada pela Justiça. No momento, aguarda-se que o Pleno do Tribunal de Justiça do Ceará julgue dois agravos internos impetrados pelo estado e pelo Consórcio Arena Multiuso Castelão.

Manaus

Até o final de julho toda a estrutura do antigo estádio Vivaldo Lima já deverá estar demolida. O consórcio contratado para a construção da Arena Amazônia (Andrade Gutierrez) já conclui 80% dos desmanches internos do estádio e recebeu, no dia 9 de julho, a ordem de serviço expedida pela Seinf – Secretaria de Infraestrutura do Estado para começar a demolição. No campo, o gramado foi removido e o trabalho de escavações para rebaixamento do piso em 2 metros já foi iniciado.

Natal

Previsto para ser lançado no último dia 30 de junho, o edital da Parceria Público-Privada do Estádio das Dunas aguarda a aprovação de um Projeto de Lei (PL) estadual que autoriza a criação de um Fundo Garantidor para as obras. Os deputados estão em recesso. Enquanto isso, o governo começou a terraplanagem do terreno. A previsão é que a obra comece em outubro.


Porto Alegre

Até agosto o Inter retomará as obras da cobertura do estádio Beira-Rio. Por enquanto, apenas cinco pilares de sustentação foram fixados em alguns pontos estratégicos para permitir a construção do museu do clube. Segundo a diretoria do clube, o estádio não terá sua cobertura pronta até dezembro de 2012, como quer a Fifa, mas apenas em 2014. O Inter informa que os trabalhos devem recomeçar “em breve” e que tudo está de acordo com o cronograma planejado. O clube enfrenta dificuldades para levantar os R$ 130 milhões necessários para bancar as reformas.


Recife

Previstas para começar em julho, as obras de construção da Arena Capibaribe, em Pernambuco, ainda não deslancharam. O consórcio formado por Odebrecht, ISG (International Stadia Group) e AEG Facilities aguarda a liberação da licença de instalação da CPRH (Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos), que deve sair nos próximos dias. O estádio será erguido em São Lourenço da Mata, a 19 km do centro do Recife, e a negociação com os posseiros instalados no terreno da arena já foi concluída. A próxima etapa será a montagem do canteiro de obras.


Rio de Janeiro

Após meses de indefinições e adiamentos, o edital para a reforma do Maracanã foi lançado em 2 de junho. Mas não sem um salto no orçamento. O palco da final custará R$ 720 milhões – valor 20% maior ao divulgado em janeiro – o que o coloca entre o mais caro da Copa. As principais intervenções serão a reconstrução da arquibancada inferior e a construção da cobertura. O governo estadual pretende fechar o estádio ainda este mês. Com isso, as obras devem começar em agosto.


Salvador

As obras de demolição do estádio Fonte Nova, em Salvador, seguem em ritmo avançado, e já foram ao chão o anel inferior, vestiários e o ginásio de esporte. Mas há suspeitas de irregularidades de parte do TCE e do Ministério Público, que apontam falta de legitimidade em todo o processo, e o cronograma de obras corre risco de sofrer atrasos.São PauloSão Paulo é a única sede sem estádio. A queda-de-braço entre a Fifa e o comitê paulista culminou com o veto ao Morumbi no mês passado. Segundo o COL, as garantias financeiras para a reforma não foram apresentadas.A indefinição da capital paulista é grave. Teixeira e Blatter querem a abertura na cidade, a favorita dos patrocinadores da Copa. Para isso, um estádio para 65 mil pessoas teria que ser construído, o mais provável em Pirituba (zona norte). Mas governo estadual e prefeitura garantem que não colocarão dinheiro público na empreitada. Se abrir mão do jogo inaugural, São Paulo tem três opções: o Pacaembu reformado, a Arena Palestra e o próprio Morumbi.


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Copa 2014

13 jul

Como todos sabem a copa de 2014 será realizada no Brasil. 

São 12 cidades cedes: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Mas para que a copa aconteça no Brasil teremos que efetuar várias mudanças para que nos tornemos um país digno de sediar uma copa do mundo. Dentre as mudanças e projetos exigidos pela FIFA estão:

1 – Decisões de pré-construção
O tamanho e o nível de conforto dos estádios devem ser proporcionais à futura demanda de uso e aos recursos disponíveis para a sua construção. Quanto à capacidade, é recomendado um mínimo de 30 mil assentos para jogos internacionais, 50 mil para um jogo final de Copa das Confederações e 60 mil para a final de uma Copa do Mundo.
Quanto a localização é recomendado a existência de estacionamentos para carros e ônibus ao redor do estádio, além da oferta de meios de transporte de massa. Para receber eventos internacionais, deve haver hotéis, centros comerciais e um aeroporto nas proximidades do estádio.


2 – Orientação do Campo
A orientação ideal dos estádios é a norte-sul. No entanto, esta direção pode ser modificada para se adaptar a especificidades regionais. Os jogadores, o público e os profissionais de comunicação devem ser protegidos contra o ofuscamento produzido pelos raios solares. Se houver cobertura, o material de composição deve permitir que o gramado receba luz solar e ventilação adequada.


3 – Segurança
A segurança dos torcedores deve ser tratada como item prioritário, tanto na elaboração do projeto quanto na operação dos estádios. Para isso, recomenda que setores como escadarias, portões e corredores sejam sinalizados e livres de obstáculos. Os portões de acesso devem abrir do interior para o exterior do estádio e permanecerem destrancados enquanto houver público. Para impedir invasões, os portões podem ter um sistema de tranca facilmente manejável por qualquer pessoa no interior do estádio.
Para garantir a segurança dos torcedores, os estádios devem ter uma sala de controle com visão panorâmica e câmeras de vigilância interna e externa. Deve haver ao menos uma sala de primeiros socorros, a qual o público possa acessar facilmente estando dentro ou fora do estádio.

4 – Estacionamentos
Torcida: estádios para 60 mil torcedores devem ter ao menos 10 mil vagas para carros e 500 para ônibus. O ideal é que o estacionamento seja adjacente ao estádio, mas a FIFA aceita vagas até um perímetro de 1,5 Km.
Público VIP: o estacionamento deve ser privativo e, preferencialmente, dentro do estádio. Delegações: às delegações devem ser reservadas ao menos duas vagas de ônibus e oito de carro, dentro do estádio, próximas aos vestiários e isoladas do público.
Mídia: deve haver uma entrada exclusiva para os profissionais de comunicação, com sala de imprensa de 30 m2, no máximo. Recomenda-se tratamento diferenciado aos fotógrafos por portarem equipamentos pesados.
Caminhões de transmissão TV (TV Compound): para a final da Copa, esta área deve ter entre três e cinco mil m2. O estacionamento deve ser adjacente ao estádio, ter segurança reforçada e sistema independente de geração de energia.
Veículos de transmissão via satélite: devem ter área de estacionamento reservada, a céu aberto, adjacente à TV Compound e com o mesmo sistema de geração de energia.
Veículos de emergência e segurança: devem estacionar em área adjacente ou no interior do estádio, em posição que permita um rápido escoamento.
Heliporto: recomenda-se que haja um heliporto próximo ao estádio.


5 – Área de jogo
Para jogos de Copa do Mundo e fase final da Copa das Confederações, a FIFA exige gramados com 105m de comprimento por 68m de largura. A grama pode ser natural ou artificial. Segundo o caderno de encargos, o gramado artificial apresenta vantagens, mas deve passar por análise laboratorial e certificação da FIFA. O ideal é que não haja barreiras separando as arquibancadas do campo de jogo. Para impedir a invasão de torcedores, a FIFA recomenda a presença de seguranças e policiais, a elevação da arquibancada em relação ao gramado ou a construção de fossos.


6 – Vestiários e acessos
Jogadores e árbitros devem ter uma área de entrada exclusiva e segura, com espaço suficiente para a circulação de carros, ônibus e ambulâncias. Os vestiários de visitantes e anfitriões devem ter ao menos 150 m² e itens idênticos de conforto. Para estádios multiuso, a FIFA recomenda a construção de quatro unidades.
Os escritórios dos técnicos devem ser adjacentes aos vestiários, com área mínima de 24 m². O vestiário dos árbitros deve ser privativo, mas próximo aos vestiários dos jogadores. O tamanho mínimo é de 24 m2.
O túnel de acesso deve ter um mínimo de 4m de largura e 2,2m de altura. Em partidas internacionais, o ideal é uma largura de 6m. Os árbitros e os jogadores de cada time devem ter acessos individuais ao campo. Próximo aos vestiários deve haver duas áreas para o aquecimento dos jogadores, com 100 m² cada.


7 – Conforto Público
Entre os itens de conforto, a cobertura é o que levantou as maiores dúvidas quanto à necessidade de ser realmente instalada nos estádios da Copa. Segundo o caderno de encargos da FIFA, a cobertura é desejável em locais com alta incidência de sol e de climas frio ou úmido.
O estádio deve ter assentos individuais e afixados à estrutura da arquibancada.
A largura mínima sugerida é de 47 cm, com encosto de pelo menos 30 cm de altura. Para facilitar a circulação dos torcedores é recomendada uma distância mínima de 85 cm de encosto a encosto. Os assentos VIP devem ter localização central e separada das cadeiras do público geral.
Todos os torcedores devem ter uma visibilidade perfeita do campo, o que significa que os pontos-cegos não são aceitáveis. Para isso, a FIFA recomenda um cálculo cuidadoso da inclinação das arquibancadas e que as placas de publicidade tenham altura máxima de 100 cm.
Os estádios modernos devem ter ao menos cinco pontos de venda para cada mil espectadores, equipados com aparelhos de televisão para que o público não perca os lances da partida. A posição das vendas deve ser projetada de modo que a aglomeração do público nas filas não obstrua a circulação do estádio.
O caderno de encargos recomenda que os estádios adotem normas de acessibilidade para portadores de deficiência. Todos os setores devem ter rampas para cadeirantes, sanitários adaptados e serviços de apoio. Portadores de deficiência devem ter um portão de entrada exclusivo, que dê acesso direto à área adaptada. Em cada vaga de cadeirante deve haver um assento para acompanhante e tomadas de energia para a conexão de aparelhos eletrônicos.


8 – Hospitalidade
No interior do estádio, as áreas de hospitalidade correspondem ao setor VIP. Durante a Copa do Mundo, a FIFA assume este setor e comercializa seus camarotes e suítes com indivíduos, grupos e empresas, ou então os distribui entre seus parceiros, patrocinadores e redes de transmissão televisiva.
O caderno de encargos recomenda que haja um salão de uso comum na área de hospitalidade, além de suítes e camarotes com capacidade para acomodar entre 10 e 20 pessoas. Geralmente há duas categorias de setor VIP. Uma delas oferece maior comodidade, como estacionamento e entrada exclusivos, além de localização no anel superior do estádio, o que proporciona uma visão perfeita do jogo.
Uma segunda área exigida pela FIFA para a realização da Copa do Mundo é chamada de VVIP. Esta área, reservada aos dirigentes da federação e aos membros do Comitê Organizador Local (COL), deve ser separada dos demais setores do estádio, inclusive do VIP. Nos principais jogos do Mundial, o presidente da federação internacional deve ter um lounge de 20 m2 para encontros privativos.
Além das áreas VIP e VVIP, a FIFA exige a construção de vilas de hospitalidade e áreas de hospitalidade comercial. Além de oferecer entretenimento aos convidados, estas instalações permitem que os patrocinadores e parceiros da federação desenvolvam seus próprios programas de hospitalidade.

9 – Mídia
Cabine de imprensa: A área de cabines de imprensa deve ter localização central no estádio. Cada estação deve ter uma mesa, tomadas de energia e conexão de modem e telefone. Na área de cabines deve haver ao menos uma televisão para cada oito estações. Jogos que atraem muitos jornalistas devem ter múltiplas instalações telefônicas, tomadas de energia e conexão rápida à internet. Os estádios devem ser equipados com tecnologia digital de última geração, priorizando equipamentos sem fio.
Cabines de rádio e televisão: Também devem ter localização central, de preferência sob a cobertura e não em local fechado. As estações devem ser separadas umas das outras por proteção acústica. Deve haver um telefone, duas tomadas de energia e uma televisão para cada estação. Para uma final de Copa do Mundo, deve haver no mínimo 50 cabines com espaço para três pessoas cada.
Estúdios de televisão: Em partidas importantes deve haver no mínimo três estúdios de televisão, com aproximadamente 25 m2 cada, em local próximo aos vestiários e de fácil acesso a jogadores e técnicos. Em grandes jogos internacionais, deve haver ao menos mais quatro estúdios com visão panorâmica do gramado.
Centro de mídia: A capacidade do centro de mídia deve se basear na da tribuna de imprensa. Para um jogo com 600 lugares na tribuna, por exemplo, deve haver espaço para 200 no centro de mídia. Neste setor deve ser instalada a área para entrevistas coletivas de imprensa.

Sala de coletiva de imprensa: A sala deve ter uma área mínima de 100 m2, com cerca de 100 assentos, e ser equipada com sistema de som eficiente e espaço para ao menos dez Television Electronic News Gathering (ENG), utilizado pelas emissoras de televisão para telejornalismo. Deve estar próxima aos vestiários e ter o formato de um pequeno teatro. Em grandes eventos, deve haver três cabines para interpretação simultânea.
Zona mista: É uma área entre os vestiários e a saída dos jogadores para entrevistas com a imprensa. Deve haver espaço para 250 profissionais de comunicação. Em jogos grandes, o espaço deve ser separado do centro de mídia. Para boas condições de trabalho, deve haver ao menos 2,5 m2 de espaço para cada jornalista.
Flash Interview positions: Espaço entre o vestiário e o campo para transmitir entrevistas ao vivo nos intervalos e após as partidas. O ideal é que esteja incorporada ao túnel de acesso ao gramado.

10 – Energia e iluminação
Para evitar o atraso ou o cancelamento de eventos devido à falta de energia, a FIFA recomenda a instalação de geradores de energia alternativos e de um sistema ride-trough, que mantém o suprimento de energia estável enquanto o gerador começa a operar. O sistema alternativo deve ser capaz de funcionar por três horas.
O sistema de iluminação deve ter duas qualidades. Por um lado, proporcionar uma transmissão televisiva com qualidade digital, por outro evitar o ofuscamento de jogadores e árbitros e o incômodo aos torcedores e moradores do entorno. Para jogos internacionais, a Fifa recomenda 3.500 Lux para iluminação horizontal e 4.200 Lux para iluminação vertical. Para jogos nacionais, a exigência cai para 3.400 Lux e 2.500 Lux, respectivamente.


11 – Green Goal (sustentabilidade)
O Green Goal é um programa da FIFA para a redução das emissões de CO2 em seus eventos. Focaliza quatro pontos: água, resíduos, energia e transporte.

Água: recomenda a armazenagem de água potável para fins de irrigação e uso nas instalações sanitárias.
Resíduos: para limitar a quantidade de lixo gerada durante os eventos, a Fifa recomenda o reuso de copos, a coleta seletiva de lixo e a venda de comidas e produtos sem embalagem.
Energia: para a economia de energia, a entidade recomenda a instalação de painéis fotovoltaicos, a instalação de vidros especiais que reduzem o calor no interior do edifício e, em consequência, o uso do ar-condicionado, além da existência de centrais de controle de energia para administrar o consumo em horários de pico.
Transporte: a FIFA recomenda o uso de sistemas públicos de transporte, como ônibus e trens, que podem ser projetados para um consumo eficiente de combustível.

RESUMINDO
Basicamente, as exigências da Fifa para a Copa rezam que os estádios onde as partidas são disputadas apresentem as mesmas condições de conforto e segurança que as de seus equivalentes nos países desenvolvidos. Todos os assentos, por exemplo, têm de ser numerados e é preciso haver hospitais e estacionamentos nas imediações. Além disso, será preciso preparar as cidades que os abrigam para a complexa operação logística que o certame envolve. Sediar uma Copa significa hospedar 32 equipes e suas comitivas durante um mês e criar estrutura para a realização de 64 partidas, que serão transmitidas globalmente.

(resumo retirado de – http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/copa_do_mundo/index.shtml#2)